Severo Snape é do mal? Revelando os segredos do mestre de poções
Já parou pra pensar se Severo Snape é mesmo do mal ou se tem algo mais tortuoso aí? Snape nunca foi só um vilão: ele age movido por culpa, amor e lealdade, o que deixa qualquer rótulo simples meio injusto.
J.K. Rowling vai jogando camadas sobre camadas, e a cada livro você se pega repensando tudo que achava que sabia sobre o mestre de Poções.

Aqui, o objetivo é explorar por que tanta gente vê Snape como cruel, enquanto outros o defendem com unhas e dentes.
Vamos olhar para as motivações, escolhas e consequências desse personagem, da Sonserina até os momentos decisivos da guerra contra Voldemort.
Snape é do mal? Entendendo suas ações e lealdades
A vida de Snape é uma mistura de escolhas públicas e motivações que quase ninguém vê.
Ele alterna atitudes cruéis com sacrifícios secretos, mudando de lado conforme o vento — ou será só impressão?
Dupla personalidade: Herói secreto ou vilão declarado?
Snape trata alunos e colegas com hostilidade, em especial Harry.
Ele adora um insulto, não economiza nas punições e humilha quem estiver por perto; não dá pra negar o lado tóxico do cara.
Só que, nos bastidores, Snape faz coisas que ninguém imagina.
Sabota Comensais, repassa informações pra Ordem da Fênix e põe a própria pele em risco pra proteger gente que nem gosta dele.
Fica difícil cravar: o que pesa mais, o que ele faz na frente de todo mundo ou o que faz escondido?
Talvez o mistério seja justamente esse: Snape nunca cabe numa caixinha só.
A relação entre Snape e Voldemort: Comensal da Morte ou traidor?
Snape entrou pros Comensais da Morte ainda jovem.
Talvez por ideologia, talvez por busca de pertencimento — vai saber?
Ele foi quem passou a profecia sobre Harry pra Voldemort, o que levou ao ataque aos Potter.
Só que, ao perceber o perigo pra Lílian, correu pra Dumbledore pedindo ajuda.
A partir daí, virou agente duplo: fingia lealdade a Voldemort, mas sabotava os planos dele quando podia.
Seu papel de Comensal era também uma fachada pra enganar o próprio Lorde das Trevas.
No fim das contas, ser Comensal não apaga as provas de traição.
Mas também não torna tudo que ele fez justificável, né?
O vínculo de Snape com Dumbledore e a Ordem da Fênix
Dumbledore aceitou Snape como espião depois que ele implorou por proteção pra Lílian.
Esse acordo mudou tudo: Snape virou peça fundamental da resistência, repassando informações e se arriscando de verdade.
Em Hogwarts, ele seguia planos secretos com Dumbledore — proteger Harry, entregar informações críticas, essas coisas.
A lealdade era pragmática, mas também profunda: pensa só no sacrifício combinado, com Snape matando Dumbledore como parte de um plano maior.
Mesmo assim, na Ordem da Fênix, muita gente desconfiava dele.
Mas, quando apertava, os principais confiavam — o que mostra que, goste ou não, Snape fez diferença.
O amor por Lílian Potter: Motivação para a redenção
O amor platônico de Snape por Lílian Potter é o centro de tudo.
Depois de entregar a profecia, bateu o arrependimento e ele foi correndo atrás de Dumbledore pra tentar consertar.
Esse sentimento move cada escolha dele pra proteger Harry, mesmo com a cara de Tiago sempre lembrando o passado.
O Patrono dele, igual ao de Lílian, deixa claro: o que move Snape é devoção pessoal, não ideais grandiosos.
No fim, o sacrifício de manter a fachada, aceitar ser odiado e morrer por um objetivo maior vem desse amor.
É impossível entender Snape sem levar isso em conta.
A trajetória de Snape: De Sonserina ao legado eterno na saga
Snape cresceu cercado de rivalidades, escolhas tortas e um amor impossível.
Tudo isso molda quem ele vira em Hogwarts — e fora dela.
Infância e conflitos: Marotos, bullying e a formação do Príncipe Mestiço
A infância de Snape foi marcada por isolamento.
Filho de mãe bruxa e pai trouxa, já carregava o rótulo de mestiço e sofria preconceito em casa e na escola.
A amizade com Lílian Evans foi o que deu um pouco de cor à vida dele.
Mas também trouxe tensão com Tiago Potter e os Marotos, que não perdiam a chance de praticar bullying.
Na adolescência, Snape se aproxima da galera das Artes das Trevas.
Cria o apelido “Príncipe Mestiço”, assina feitiços inventados, tipo o Sectumsempra, e cultiva orgulho e ressentimento.
Tudo isso explica muito do que ele vira depois.
É um caldo de orgulho ferido, talento e mágoa.
Professor, diretor e agente duplo: Hogwarts sob o domínio de Snape
Snape começa como Professor de Poções, antes de assumir cargos maiores.
Dumbledore o coloca como agente duplo, pedindo que se infiltre entre os Comensais.
Por isso, tanta ambiguidade: às vezes parece cruel só pra manter a fachada.
Em “O Enigma do Príncipe”, o talento dele em poções fica escancarado; em “As Relíquias da Morte”, ele é peça-chave nos bastidores.
Depois da morte de Dumbledore, Snape vira diretor de Hogwarts.
A influência dele na escola, pro bem ou pro mal, é inegável.
Relações marcantes: Harry, Draco, Neville e Sirius Black
Os relacionamentos de Snape em Hogwarts são cheios de nuances.
Com Harry, tem hostilidade na superfície, mas proteção por baixo dos panos.
Draco Malfoy recebe atenção especial: Snape o ajuda quando Draco recebe a missão de matar Dumbledore, até cumprindo o Voto Perpétuo.
Neville Longbottom é quase um reflexo do próprio Snape: ambos sofreram bullying, mas Snape impede que Neville seja destruído.
Com Sirius Black e os Marotos, a mágoa nunca cicatrizou.
A rivalidade e o rancor atravessam décadas, e nada parece resolver esse passado mal resolvido.
O impacto de Alan Rickman e o legado de Snape no universo Harry Potter
Alan Rickman deu voz e camadas a Severo, influenciando como você e milhões percebem o personagem.
Rickman soube transmitir a ambivalência — aquela rigidez meio impenetrável por fora, mas cheia de tormento por dentro.
Ele recebeu de J.K. Rowling orientações secretas sobre o destino final de Snape, o que acabou alinhando sua performance à narrativa de um jeito quase misterioso.
Sua morte em “As Relíquias da Morte” e as memórias reveladas através da Penseira mudam completamente a avaliação pública do personagem.
Snape deixa de ser só um antagonista aparente e vira peça-chave para a derrota de Voldemort.