Corrimento rosado na gravidez: causas, riscos e cuidados essenciais
Sentir um corrimento rosado durante a gravidez pode assustar, mas nem sempre é sinal de problema. Na maioria das vezes, ele tem causas inofensivas — implantação, alterações hormonais ou até uma leve irritação do colo do útero.
Se vier acompanhado de dor forte, sangramento intenso ou febre, aí sim é preciso buscar um médico sem demora.

Vamos falar sobre as causas mais comuns, como diferenciar o corrimento normal de sinais preocupantes, e o que fazer em cada caso. Informação prática e direta, porque ninguém merece ficar perdida sem saber se deve se preocupar ou não.
Corrimento rosado na gravidez: causas e diferenças
Esse tipo de corrimento pode ser só um detalhe passageiro, mas também pode indicar algo mais sério. Fique de olho na cor, cheiro, se dói, e em que fase da gestação você está.
Implantação do embrião e início da gestação
A implantação costuma acontecer uns 6 a 12 dias depois da fecundação. Pode causar um corrimento rosa clarinho ou marrom, que dura pouco — geralmente de um a três dias.
Às vezes vem com uma cólica leve, tipo TPM, e sensibilidade nos seios, mas sem febre ou cheiro ruim.
Esse corrimento é bem discreto, sem coágulos. Se persistir, aumentar ou vier com dor forte, fale com o obstetra.
Irritação do colo do útero e alterações hormonais
Na gravidez, o colo do útero fica mais sensível e cheio de vasos. Por isso, pode sangrar um pouco depois de sexo, exame ginecológico ou algum esforço.
A cor pode ser rosa ou puxar para o marrom, mas geralmente não tem febre junto.
Se for só um sangramento leve e rápido, observe e conte no pré-natal. Se ficar intenso, tiver dor ou sinais de infecção, corra pro médico.
Infecções vaginais e sexualmente transmissíveis
Infecções podem deixar o corrimento rosado quando misturam um pouco de sangue. Candidíase raramente deixa rosa, mas ISTs como clamídia, gonorreia e tricomoníase podem causar corrimento com cheiro forte, coceira, queimação ou dor ao urinar.
Se o corrimento vier amarelado, esverdeado ou cinza, ou tiver dor, peça exames (cultura, PCR, secreção). O tratamento depende do resultado, mas é importante pra evitar complicações como aborto ou parto prematuro.
Descolamento ovular, gravidez ectópica e aborto espontâneo
O hematoma subcoriônico, que é um descolamento do saco gestacional, pode causar corrimento rosado ou sangramento com cólica. O risco depende do tamanho do hematoma.
Gravidez ectópica costuma dar dor forte de um lado só, tontura e sangramento rosado ou marrom — é emergência.
Aborto espontâneo normalmente começa com corrimento rosado e progride pra sangramento mais forte, com coágulos ou tecidos, e cólica persistente. Se vier dor forte, sangramento aumentando, desmaio ou diminuição dos movimentos do bebê, procure ajuda urgente.
Quando o corrimento rosado exige atenção médica e como agir
Alguns sinais não dá pra ignorar: dor pélvica forte, sangramento aumentando, corrimento com cheiro ruim ou cor estranha (amarelo, cinza, marrom), ou perda de líquido claro. Se aparecer qualquer um deles, especialmente no segundo ou terceiro trimestre, busque atendimento.
Sintomas de alerta e riscos associados
Procure o médico se tiver dor pélvica intensa, cólica contínua ou sangramento que muda de rosa pra vermelho vivo. Isso pode indicar ameaça de aborto nas primeiras semanas ou problemas como placenta prévia e descolamento placentário mais tarde.
Se vier febre, ardência ao urinar ou corrimento com cheiro ruim, pode ser infecção vaginal ou urinária — aí só antibiótico resolve.
Perda súbita de líquido claro também preocupa, pois pode ser rompimento da bolsa. O médico pode pedir exame ginecológico, monitorar o bebê e talvez pedir ultrassom.
Tipos de secreção vaginal: diferenciando corrimento normal e anormal
Corrimento claro, sem cheiro e em pouca quantidade costuma ser normal na gravidez, efeito dos hormônios. Se ficar rosado depois do sexo ou exame, geralmente é só irritação local.
Agora, se o corrimento for amarelado, cinza ou com cheiro ruim, pode ser infecção como vaginose ou candidíase — cada uma tem um tratamento.
Corrimento marrom normalmente é sangue antigo e pode aparecer depois do sexo, mas se não sumir, vale investigar.
Anote cor, cheiro, quantidade e sintomas. Essas informações ajudam o médico a entender se é só uma alteração normal ou se precisa tratar alguma infecção.
Possíveis complicações: parto prematuro, rompimento da bolsa e perda do tampão mucoso
Perda do tampão mucoso pode acontecer antes do trabalho de parto. Ele costuma aparecer como um muco espesso, às vezes com tonalidade rosada ou marrom.
Sozinha, essa perda nem sempre significa problema, mas vale avisar seu médico. Rompimento da bolsa, por outro lado, geralmente se manifesta por saída de líquido amniótico claro e contínuo.
Se isso acontecer, procure atendimento imediatamente para avaliar risco de infecção. Corrimento rosado acompanhado de contrações regulares ou dilatação cervical pode sinalizar início do trabalho de parto prematuro.
O parto prematuro aumenta riscos neonatais. Por isso, a detecção precoce permite medidas como tentativa de proteção pulmonar fetal e monitorização obstétrica.