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Força e superação: conheça a história de mulheres pioneiras no esporte brasileiro

De hippie à empresária do turismo: como Talita investiu em seu potencial e mudou a própria história

Editoria: Eventos

Após viajar o Brasil por dois anos, a pedagoga Talita Cação decidiu fincar raízes em Bonito/MS e investir no que mais gostava: viagens e liberdade Abandonar um emprego fixo, com carteira assinada e carga horária semanal, em busca de um estilo de vida mais livre não é uma escolha fácil. Mas, para Talita Cação, no...

Após viajar o Brasil por dois anos, a pedagoga Talita Cação decidiu fincar raízes em Bonito/MS e investir no que mais gostava: viagens e liberdade

Abandonar um emprego fixo, com carteira assinada e carga horária semanal, em busca de um estilo de vida mais livre não é uma escolha fácil. Mas, para Talita Cação, no auge dos seus 32 anos de idade e com um filho para sustentar, essa foi uma decisão necessária. Ela, que durante anos foi hippie, vendendo bijuterias em vários lugares do Brasil e chegou a morar na rua – por escolha própria e não por necessidade, como faz questão de ressaltar –, viu-se sufocada pela formalidade de um emprego onde ganhava pouco e precisava cumprir horário. 

Em 2017, para melhorar a renda, tomou a decisão de alugar um quarto da casa para turistas. Quatro anos depois, Talita está em outra realidade: tornou-se uma empreendedora de sucesso, gerencia 15 imóveis e criou a Casa da Talita Consultoria, que oferece hospedagem acessível e atendimento personalizado. Hoje, é o perfil da cidade de Bonito mais bem-avaliado no serviço de hospedagem Airbnb – aplicativo usado por turistas no mundo inteiro para se hospedarem em residências ou mesmo em hotéis.

A história de Talita é uma inspiração para o programa Brasil Certo, que orienta mulheres a como participar da política de forma responsável, defendendo seus direitos, fiscalizando recursos públicos, mobilizando a comunidade e se comunicando de forma eficiente nas redes sociais. 

Assista ao relato de Talita no evento do Brasil Certo do dia 9 de abril:

Talita Cação chegou a Bonito aos 24 anos, inicialmente como parte de uma viagem de dois anos que fez por todo Brasil. Nascida em Mato Grosso do Sul, na capital Campo Grande, ela logo percebeu o potencial de crescimento de Bonito e acabou ficando por lá. Vendeu brincos na praça, trabalhou tanto em hotéis quanto agências de turismo e terminou sua graduação em Pedagogia. Ela chegou a trabalhar na área, mas não se satisfez com o salário e a falta de liberdade de horários. “Sempre fui uma pessoa livre e, de repente, me vi presa em um emprego onde ganhava pouco e tinha que cumprir horário.” Foi então que ela decidiu disponibilizar um quarto da casa onde morava com o filho para receber hóspedes – uma iniciativa ainda inédita na região em 2017. 

A ideia deu certo, e, seis meses depois, Talita precisou abrir uma empresa e formalizar o seu negócio. Foi então que nasceu a Casa da Talita Consultoria, que passou a oferecer também um atendimento personalizado aos turistas que queriam conhecer Bonito gastando pouco. “A cidade era muito elitizada e não tinha uma opção de hospedagem barata. O que nós oferecemos é justamente um atendimento personalizado, que vai além da hospedagem, com indicação de passeios e restaurantes com o melhor custo-benefício. Planejamos a viagem de acordo com o bolso do cliente”, explica a empresária.

“Nosso foco é garantir que o turista conheça Bonito gastando pouco, mas que tenha uma boa experiência e um atendimento individual e personalizado. No início, os clientes eram turistas do estado, mas hoje atendo pessoas do Brasil todo”, diz Talita em comemoração.

Em quatro anos de negócio, a Casa da Talita Consultoria não parou de crescer. A empresa já oferece um clube de descontos aos hóspedes, tendo o perfil com melhor avaliação de clientes no Airbnb na cidade de Bonito. Talita inclusive aumentou a casa onde mora. Ela hoje disponibiliza dois quartos para locação e, desde 2018, vive exclusivamente do turismo. 

A idealizadora do Brasil Certo, a senadora Soraya Thronicke, quer levar histórias de mulheres que são protagonistas das mudanças em suas vidas e em suas comunidades. “São pessoas que, com força de vontade, mudaram sua realidade. É isso que queremos levar com o projeto. Não são políticos e sim pessoas comuns, que pararam de reclamar e viraram o jogo”, aponta a senadora.

A meta de Talita é continuar crescendo – e agora a Casa da Talita irá voar alto com a abertura de uma filial no sul da Bahia, outro local que faz seu coração bater mais forte. “Minha meta é ficar seis meses aqui, seis meses lá. É um sonho, mas sei que irá se realizar porque vou fazer dar certo”, garante a dona do negócio. 

Talita demonstra contentamento por tudo que construiu. “Me sinto muito feliz e orgulhosa elo caminho que trilhei.  Se não tivesse a coragem de mudar, seria funcionária até hoje. Sou muito feliz e realizada, porque hoje ganho bem e tenho liberdade!”, diz com entusiasmo.O Brasil Certo tem como objetivo contar a história de mulheres reais, como a Talita, que são protagonistas da própria história e fazem a diferença na comunidade onde atuam. Talita participou recentemente de uma live do programa Brasil Certo, com a participação da senadora, onde apresentou a sua história. “Nossa ideia é que, com o projeto e com os cursos e palestras que serão ministrados, as mulheres tenham a mesma coragem da Talita para ir à luta em busca de seus sonhos e explorem melhor o seu potencial”, destacou a senadora Soraya Thronicke (PSL/MS), líder do Brasil Certo e presidente do PSL Mulher Nacional.

Força e superação: conheça a história de mulheres pioneiras no esporte brasileiro

Editoria: Eventos

Maria Lenk, Maria Esther Bueno, Aída dos Santos e Daniele Hypólito superaram desafios e abriram portas do esporte feminino no país. Para conquistarem seu espaço no esporte, as mulheres tiveram que superar diversos obstáculos históricos, como a proibição da prática esportiva, por exemplo. Em 1900 ocorreu a primeira participação feminina em Olimpíadas, porém, em apenas...

Maria Lenk, Maria Esther Bueno, Aída dos Santos e Daniele Hypólito superaram desafios e abriram portas do esporte feminino no país.

Para conquistarem seu espaço no esporte, as mulheres tiveram que superar diversos obstáculos históricos, como a proibição da prática esportiva, por exemplo. Em 1900 ocorreu a primeira participação feminina em Olimpíadas, porém, em apenas duas modalidades: tênis e golfe. No Brasil, até 1979, mulheres eram proibidas por lei a praticarem esportes “incompatíveis com a sua natureza”. Apenas em 2012, nos Jogos Olímpicos de Londres, houve a igualdade real, com mulheres disputando todas as modalidades olímpicas que os homens disputavam. 

Ainda hoje, a desigualdade é grande. De acordo com relatório apresentado pelo “Movimento é Vida”, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – a prática de exercícios físicos por mulheres no Brasil ainda é 40% inferior aos homens. Mas, ainda com todos os desafios e barreiras, a força feminina sempre esteve presente no esporte e tem rompido barreiras.

Mulheres históricas e inspiradoras abriram caminho para as nossas atletas de hoje brilharem com mais liberdade e mais espaço. Conheça abaixo algumas dessas atletas pioneiras que revolucionaram o esporte feminino brasileiro e abriram caminho para outras mulheres e tornaram possíveis diversas conquistas brasileiras.

Maria Lenk

A ex-nadadora Maria Lenk é a pioneira oficial do esporte feminino no Brasil. Ela foi a primeira mulher brasileira a disputar uma Olimpíada, em 1932, nos Jogos de Los Angeles. A atleta começou a nadar para tratar problemas respiratórios, mas se destacou e se tornou um ícone para o esporte nacional. 

Em 1936, Maria Lenk foi a primeira nadadora do mundo a competir na prova dos 200m no estilo borboleta, prova que posteriormente se tornou oficial. No auge da carreira, em 1939, após bater dois recordes mundiais, Maria Lenk teria a chance de se tornar a primeira medalhista olímpica brasileira, mas perdeu a chance após os Jogos de 1940 e de 1944 serem canceladas por conta da Segunda Guerra Mundial.

Maria Lenk é exemplo da força feminina no esporte e chegou ao Hall da Fama da natação, a única brasileira a alcançar o feito, e se tornou inspiração para atletas brasileiras desde então. Morreu aos 92 anos - e nadou até o fim deles.

Aída dos Santos

Aida dos Santos é uma ex-atleta brasileira do atletismo.  Nos Jogos de Tóquio, em 1964, foi a única mulher brasileira na delegação e tendo viajado sem técnico, sem tênis, sem uniforme. Ainda assim, alcançou o quarto lugar no salto em altura, resultado que, durante mais de três décadas foi o melhor resultado feminino no esporte nacional, até a conquista da medalha de ouro nos Jogos de 1996 por Jacqueline e Sandra no vôlei de praia. 

Quatro anos depois, nos Jogos da Cidade do México, Aída alcançou o vigésimo lugar no Pentathlon. Inspirou sua filha, Valeskinha, que se tornou jogadora de voleibol. Hoje tem um instituto para promover a inclusão social por meio do atletismo e do voleibol. 

Aída dos Santos recebeu o Troféu Adhemar Ferreira da Silva no Prêmio Brasil Olímpico, em 2006 e, em 2009, conquistou o Diploma Mundial Mulher e Esporte, uma premiação especial do Comitê Olímpico Internacional.

Maria Esther Bueno

Chamada de “rainha do tênis”, a ex-atleta Maria Esther Bueno deixou um grande legado para o esporte feminino. Conquistou diversos títulos entre as décadas de 1950 e 1970, tendo conquistado títulos nas três décadas diferentes. Um feito memorável.

Ao todo, conquistou 71 títulos na carreira. Foi campeã quatro vezes do US Open, duas vezes de Wimbledon e foi finalista do Australian Open e Roland Garros. Nas duplas, conquistou os quatro Majors, ganhando todos seguidos em 1960.

É considerada o maior nome do tênis brasileiro, entre homens e mulheres e foi eleita a melhor tenista do século 20 da América Latina. Em 2012, ficou na posição 38 entre os 100 Melhores Tenistas da história. 

Daniele Hypólito

Daniele Hypólito é a ginasta brasileira com mais participações em Jogos Olímpicos, ao todo foram cinco. Foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha no mundial de ginástica, um histórico segundo lugar, em 2001, e foi a precursora para que diversas atletas seguissem seus passos e se tornassem grandes nomes do esporte.

Ela já participou de 5 Jogos Olímpicos e conquistou 14 títulos nacionais e 10 medalhas em Jogos Pan-americanos. Com 36 anos de idade, Dani Hypólito segue firme na carreira e acaba de renovar seu contrato profissional com o seu clube, o Flamengo. Ela é a atleta mais completa e a ginasta brasileira mais experiente em atividade atualmente.

O Brasil Certo valoriza a história feminina no esporte e sabe do valor de líderes e de histórias inspiradoras na vida das pessoas. Na última sexta-feira, 9 de abril, o projeto realizou o seu segundo evento digital, com o tema “Medalha de ouro da vida”, e contou com a participação de Daniele Hypólito em um bate papo com a senadora Soraya Thronicke (PSL/MS) sobre como sua experiência de disciplina e perseverança no esporte, como a vivida por ela, por Maria Lenk, Maria Esther Bueno e Aída dos Santos, pode inspirar, ajudar a salvar vidas e superar a pandemia.

Não conseguiu assistir ao vivo? Não tem problema. Assista agora em nosso canal no Youtube.